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Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche

Data2001 Dezembro TipoEnsino Área13 203,00 Orçamento0 € LocalizaçãoPeniche
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Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 01 - Perspectiva 1
Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 02 - Perspectiva 2
Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 03 - Perspectiva 3
Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 04 - Perspectiva 4
Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 05 - Planimetria 2
Plano Director da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche 06 - Planimetria 1

A área localiza-se junto ao Cabo Carvoeiro, num local soberbo do ponto de vista paisagístico, e proporciona um relacionamento simbólico da construção e da sua função com o “sítio” cheio de referências e elementos que impõem um relacionamento cuidado dos elementos a edificar. Ressalta obviamente a visão das Berlengas no imenso mar que está omnipresente na cor, na luz, no cheiro e no som.

Em seguida o Farol que representa a “finisterra” referencial de navegantes e da geografia, elemento este também de grande relevância no local.

Depois o conjunto edificado confinante, estruturado a partir de uma praça que é focalizada para uma edificação de cariz religioso e que surge como um elemento racional de estruturação urbana, a partir da qual se tem acesso ao terreno de intervenção por um eixo que organiza uma rua que se perde na paisagem e cujo destino é uma velha escola primária abandonada.

Por último, as construções dispersas que não possuem qualquer qualidade e que por vezes são elementos negativos na paisagem.

A proposta – Plano de massa

A proposta de Plano de Massa – Volumetria para o local é condicionado pelos elementos referenciais atrás descritos que de algum modo determinam as opções de localização e implantação das construções.

Assume assim particular importância a definição de um traçado regulador de todo o projecto.

O traçado proposto levará em atenção os alinhamentos definidos pelos diversos elementos em presença e que se descrevem:

1 – O Mar e as Ilhas Berlengas com delimitação física do arruamento confinante, determinando um alinhamento e uma direcção que pelo local e pela paisagem definem por excelência a localização de instalações de meditação, reflexão e estudo. Assim surge a localização para o edifício da Biblioteca, assumido como padrão da cultura e do saber sobre o inóspito dos rochedos, definindo um eixo ortogonal.

2 – O Farol e o Cabo cuja direcção determina por intercepção do eixo anterior a localização do corpo central, Administrativo e das actividades escolares propriamente ditas – espaços pedagógicos de salas de aulas, auditórios e laboratórios, que se articulam em dois grandes corpos edificados no prolongamento de uma rua que converge para a praça.

3 – As direcções anteriores definem os dois corpos edificados que por sua vez se interligam por um eixo transversal determinando a implantação de um terceiro corpo a que corresponderá a instalação dos Serviços Sociais / Cantina.

A volumetria compreenderá edificações com um, dois e três níveis dando cumprimento às exigências do programa e libertando áreas para o enquadramento dos volumes num necessário espaço verde de uso escolar e minorando a densificação provocada pelo índice de construção algo elevado.

Em termos de imagem compreende-se uma linguagem simples e racional pretendendo-se uma relação directa com a estrutura edificada envolvente.

Assim, dá-se especial atenção ao prolongamento do arruamento existente que intercepta o terreno a meio e que dará acesso à escola primária, constituindo um dos eixos da composição e servindo para a sua melhor integração no casario existente.